As
quilhas trabalham como qualquer outra variante da prancha,
dependendo do shaper ajustar o projeto da prancha de acordo
com a necessidade do surfista. Existem dois sistemas de
fixação de quilhas, o que fixa as quilhas
direto na laminação e o de quilhas removíveis.
O segundo nos dá a possibilidade de experimentar
vários designs de quilhas diferentes mudando substancialmente
o funcionamento da prancha de acordo com as condições
do mar, e também nos proporciona facilidade no transporte
das pranchas sem as quilhas.
Quanto ao design, as quilhas fixas quanto removíveis,
imensa gama de modelos alteram consideravelmente o funcionamento
da prancha. Uma quilha maior proporciona maior segurança
em ondas maiores, ideal também para surfistas mais
pesados, já as quilhas menores funcionam bem em ondas
menores e com surfistas mais leves. Quilhas mais curvadas
para trás funcionam bem em ondas fortes e cavadas
que precisam de maior segurança. Já as com
pouca curva facilitam a manobrabilidade nas ondas cheias
e menores.
O posicionamento das quilhas também é o outro
ponto relevante. Quilhas mais recuadas deixam as pranchas
mais velozes e direcionais, porém mais duras. Já
os conjuntos mais adiantadas deixam as pranchas mais soltas,
porém com menos pressão. A direção
e a inclinação das quilhas laterais também
refletem no funcionamento da prancha. Quanto mais apontadas
para o bico, mais facilmente serão feitos os movimentos
de curva, em contrapartida a prancha fica menos direcional.
Analisando o inverso, quilhas fugindo do bico para fora
deixam a prancha mais direcional, porém mais dura
nos movimentos de curva.
A inclinação das quilhas laterais também
reflete nesse comportamento, quanto mais próximo
de um ângulo de 90º (mais em pé) deixam
a prancha mais direcional, porém bem dura nos movimentos
de curva. Aumentando sua inclinação a prancha
se torna mais maleável nas curvas.
O foil longitudinal é responsável pela entrada
e saída d´água.
Segundo
o Teorema de Bernoulli, " a pressão é
mais baixa quando a velocidade
de um fluido é rápida e é mais elevada
quando a velocidade do fluido é baixa."
Quando a quilha corta a água as moléculas
do fluido se dividem, uma parte passa pelo lado com foil
e a outra parte passa pelo lado sem foil. Devido a um princípio
físico, exatamente as mesmas moléculas que
estavam juntas antes dessa divisão tendem a se encontrar
no final do percurso. Para que isso aconteça a velocidade
do fluido no lado do foil tem que ser maior que do lado
sem o foil para que dê tempo de se encontrarem no
final. Voltando a Bernoulli, quando a velocidade do fluido
é rápida diminui-se a pressão. O aumento
da pressão prejudica a estabilidade da prancha. Hoje
em dia temos alguns modelos de quilhas laterais com foil
nos dois lados, o interno menos curvado que o externo. |
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